Diante do forno, sobe o aroma do gergelim e do queijo
Ao assar flaouna, o primeiro que sai é o aroma do gergelim. Depois, o cheiro doce da massa pincelada com ovo e, um pouco mais tarde, o aroma levemente verde do queijo e da hortelã. A cada vez que se olha o forno, as pontas dobradas em triângulo subiram e o gergelim da superfície vai tomando cor. Mesmo numa cozinha de casa, essa espera é muito agradável.
A flaouna (Flaouna / plural Flaounes) é um pão recheado de queijo que se assa no Chipre na Páscoa. Lá há diferenças de forma e sabor entre as casas de origem grega e as de origem turca: salgados, um pouco doces, com uvas-passas, envolvidos em quadrado ou fechados em triângulo. O comum é o recheio centrado no queijo, o gergelim por fora e o aroma do mahlepi (mahlepi / mahaleb) e da mastiha (mastiha / mastic).
A dificuldade ao fazer fora de lá é que o flaouna cheese local é difícil de achar. Aqui se combinam halloumi, feta e ricota ou queijo cottage. Não é uma reprodução exata, mas, se entre eles se repartem o sal, a elasticidade, o esfarelado branco e a doçura láctea, aproxima-se de uma textura que não é nem de pão de pizza nem de torta de queijo, e sim de flaouna.
Se as koupepia mostram a cozinha caseira cipriota com folha de parreira, limão e hortelã, a flaouna mostra a mesa festiva da ilha com trigo, laticínios e sementes aromáticas. Como massa fermentada que envolve queijo, pode-se comparar com o khachapuri da Geórgia, mas a flaouna tem claros o manto de gergelim e o contexto da Páscoa.
O que é a flaouna: o pão de queijo da Páscoa

A flaouna é conhecida como um prato que se assa em casa em torno da Páscoa cipriota. Como se envolve um recheio de queijo em massa fermentada e se assa com gergelim por fora, por classificação pode-se chamar «pão de queijo». Mas sua presença lá é maior que a de um pão salgado cotidiano: é um prato de estação que se assa em grandes quantidades em família e se divide com parentes e vizinhos.
O nome escreve-se em inglês flaouna, no plural flaounes. Em grego escreve-se φλαούνα e nas variantes turcas às vezes pilavuna. A direção do sabor varia bastante de uma casa para outra. Nas casas que põem à frente o sal destacam-se o halloumi e os queijos salgados; nas mais doces entram as uvas-passas e um pouco mais de açúcar.
| O que olhar | O que lá se valoriza | Como levar a uma cozinha de casa |
|---|---|---|
| Queijo | Usam-se flaouna cheese, halloumi, anari etc. | Repartir entre halloumi, feta e ricota ou cottage |
| Aroma | Mahlepi, mastiha, hortelã | Usar pouca quantidade do que se achar, sem um aroma forte demais |
| Exterior | Coberto de bastante gergelim | Pôr gergelim não só numa face, também nos lados |
| Forma | Triângulo, quadrado, pacote aberto, conforme a casa | Na primeira vez, a forma quadrada com as quatro pontas levantadas falha menos |
| Como se come | Café da manhã de Páscoa, lanche, doce para compartilhar | Deixar descansar recém-assada e reaquecer suavemente na manhã seguinte |
Aqui se faz uma versão com o sal como eixo, mas com uma pequena quantidade de uvas-passas que deixa o doce-salgado cipriota. Não se aproxima demais de um pão doce de confeitaria: o equilíbrio permite comer como pão de queijo salgado no café da manhã ou no almoço.
Ingredientes (4 porções, 8 unidades)

Com 8 unidades pode-se comer recém-assada e desfrutar também do reaquecimento na manhã seguinte. O sal dos queijos varia muito conforme o produto: se achar que a mistura do recheio ficará salgada demais, acrescente 20 g de ricota.
Este prato contém trigo, ovo, laticínios e gergelim. Como o recheio leva ovo, confira que ao assar esteja quente até o centro e que o líquido do queijo não escorra e tenha firmado. Se usar termômetro, a referência é que o centro chegue a 75 graus ou mais.
Onde pôr o limite nos substitutos
Para conservar o caráter da flaouna, convém que leve pelo menos halloumi ou feta. Se se substituem ambos por queijo para pizza comum, ao assar só estica e afasta-se do recheio branco e esfarelado de lá. Em compensação, o mahlepi e a mastiha são difíceis de conseguir, então não é preciso buscar a perfeição desde o início.
| O que se quer substituir | Possível substituto | Efeito no resultado |
|---|---|---|
| flaouna cheese | Combinação de halloumi, feta e ricota | Repartem-se o sal, a elasticidade e o esfarelado |
| Halloumi | 150 g de paneer e 60 g de feta | A elasticidade é parecida, mas perde-se um pouco do cipriota |
| Ricota | 200 g de queijo cottage | Aparece o granulado. Se tiver muita água, escorra |
| Mahlepi | 2 g de casca de laranja e 0,2 g de noz-moscada | O aroma é diferente, mas compensa a direção do aroma lácteo doce |
| Mastiha | Omitir | Desaparece o final de resina, mas é mais fácil de fazer |
| Uvas-passas | Tirar e baixar o açúcar para 12 g | Inclina-se ao salgado e combina melhor como pão de refeição |
O que se deve conservar é o sal e o esfarelado do queijo, a hortelã, o gergelim e um aroma levemente doce. Mesmo usando queijos fáceis de comprar, se não perder essas quatro coisas, pode-se aproximar até levá-lo à mesa como flaouna.
O que vale procurar ao comprar: aromas e utensílios

O mahlepi e a mastiha às vezes se encontram em lojas de produtos gregos, cipriotas, turcos ou levantinos. Podem-se procurar também com as grafias mahlepi, mahlab, mahaleb, mastiha e mastic resin.
O que mais vale acrescentar à compra é um pilão para moer finos os aromas, um rolo para abrir a massa fina e uniforme e um termômetro para conferir a fermentação e o assado. Não são específicos da flaouna: aproveitam-se também em outros pratos de massa com queijo, como o khachapuri ou o achma (em japonês).
A mastiha em grão se nota com força no recheio. Se se mistura com uma pitada de açúcar e se tritura no pilão, o pó salta menos e se reparte melhor por todo o queijo.
Um rolo de cerca de 30 cm é um comprimento cômodo para abrir uniformemente a massa de 8 unidades. Se o centro ficar grosso, depois de assar a parte de pão pesa e não se integra com o queijo.
Com um termômetro para a temperatura do leite morno, a fermentação em temperatura ambiente e o centro depois do assado, os erros da primeira vez com massa fermentada se reduzem bastante. É mais fácil conseguir um líquido de 35 a 38 graus do que se guiando só pelo tato dos dedos.
Modo de preparo: fermentação, recheio, envolver e dourar
A flaouna é um prato mais de esperar do que de sovar. Não apresse a massa, não deixe o recheio aguado demais, ponha o gergelim até os lados e deixe descansar um pouco o assado. Se respeitar essa ordem, come-se bem tanto recém-feita quanto no dia seguinte.
Onde pôr o limite para se aproximar do autêntico numa cozinha de casa
O que mais gera dúvida ao fazer é que queijo se pode admitir. O halloumi dá a elasticidade e o sal cipriotas, mas é caro e algumas lojas não o têm. O feta traz sal e acidez, e a ricota ou o cottage o esfarelado branco. Misturam-se os três não como um jogo de nomes que imita o queijo local, mas para repartir seus papéis ao assar.
| O que decidir | O que conservar | O que se pode mudar |
|---|---|---|
| Direção do queijo | Sal, elasticidade, esfarelado branco | Proporção de halloumi, feta e ricota |
| Aroma | Uma pequena quantidade de mahlepi ou de mastiha | Se não houver nenhum, compensar com cítricos e noz-moscada |
| Exterior | Gergelim até os lados | Admite-se a diferença entre gergelim branco e dourado |
| Doce-salgado | Manter o açúcar e as uvas-passas em pouca quantidade | Para inclinar ao salgado, tirar as uvas-passas |
| Forma | Deixar o centro um pouco aberto mostrando o recheio | Triângulo, quadrado ou mais arredondado, como diferenças entre casas |
Se acrescentar queijo para pizza, que seja no máximo 60 g no total. Se se põe demais, só aumenta a capacidade de derreter e, ao cortar, o queijo faz fios e é outro pão. A flaouna não é um prato que mostre queijo elástico: é um prato em que se morde um recheio em que ovo e queijo assados se uniram.
O mahlepi tem um aroma como de amêndoa amarga doce e a mastiha um final próximo da resina de pinheiro e das ervas. Com nenhum dos dois fica mais autêntico por acrescentar mais. Em pó basta cerca de 1 g de cada um, e de mastiha em grão cerca de 0,2 g. Se o aroma passa à frente, tem-se a sensação de comer mais especiaria que queijo.
Causas dos erros e como corrigir

Os erros da flaouna se concentram quase sempre na espessura da massa, na umidade do recheio e na conferência do ponto de forno. Embora o aspecto seja um pouco desajeitado, se o dourado e o recheio estão bem, pode-se comer com gosto. Em compensação, mesmo que a forma seja bonita, se o centro está morno e o queijo escorre, é difícil de comer.
| Estado | Causa principal | O que fazer na hora | Ajuste para a próxima vez |
|---|---|---|---|
| O recheio escorre | A ricota tem muita água, assado insuficiente | Assar 5 minutos a mais a 190 graus | Escorrer o queijo 10 minutos e aumentar a sêmola em 5 g |
| A massa fica dura | Acrescentou-se farinha demais, fermentação insuficiente | Usar um pouco de borrifador ao reaquecer | Aumentar o leite em 10 ml e alongar a fermentação em 10 minutos |
| Só a superfície queima | Muito calor em cima, perto da grade superior | Cobrir levemente com papel-alumínio | Assar na grade do meio e respeitar os 190 graus |
| A base fica branca | A assadeira está fria, há muito óleo no papel | Pôr 5 minutos a mais na grade inferior | Preaquecer bem e usar menos óleo |
| O aroma tem gosto de remédio | Mastiha demais | Comer com limão ou salada | Limitá-la a 0,2 g e triturá-la com açúcar |
| O gergelim cai | O exterior da massa secou | Pincelar de novo com uma camada fina de ovo antes de assar | Não deixar secar a massa antes de envolver |
Se a massa rasgar, junte essa parte para dentro e envolva de novo. A flaouna não é como um pastel que se feche por completo, então não importa que se veja um pouco de recheio. Além disso, a forma com o centro aberto deixa sair melhor o aroma do queijo.
Como se come, conservação e reaquecimento

Recém-assadas, deixe-as descansar 10 minutos antes de comer. Se se cortam quentes, o recheio de queijo tende a escorrer e o aroma não assenta. Quando esfriam um pouco e se cortam, o recheio branco fica unido e notam-se melhor a hortelã e o gergelim.
Para uma mesa leve ao estilo cipriota bastam azeitonas, pepino, tomate e chá. Para fazê-la um pouco mais de refeição, combiná-las outro dia com uma salada grega (em japonês) ou uma mussaca (em japonês) deixa ver o fio de laticínios, ervas e pratos de forno do Mediterrâneo oriental.
Para guardar, deixe esfriar um pouco, coloque num recipiente hermético e consuma em 3 dias na geladeira como referência. Para congelar, embrulhe cada uma em filme plástico, coloque num saco de conservação e conte 1 mês como referência. Para reaquecer, da geladeira, na torradeira o equivalente a 180 graus, 7 a 8 minutos. Congeladas, descongele meio dia na geladeira e aqueça 10 a 12 minutos no equivalente a 180 graus. Só com micro-ondas a massa fica mole, então, se aquecer 40 segundos a 600 W e passar à torradeira, a textura se recupera com mais facilidade.
Perguntas frequentes
Não tenho nem mahlepi nem mastiha. Vale a pena fazer?
Sim. Mas o perfil do aroma fica mais fraco. Na primeira vez, compense levemente com 2 g de raspas de laranja e 0,2 g de noz-moscada e aprenda primeiro a estrutura de queijo, gergelim e hortelã. Da próxima vez, se achar mahlepi ou mastiha numa loja de produtos importados, acrescente só um pouco e notará a diferença.
Dá para fazer sem halloumi?
Dá. Com uma combinação de 120 g de feta, 250 g de ricota e 150 g de paneer mantém-se o sal e o esfarelado branco. Mas a elasticidade própria do halloumi se enfraquece. Combinando vários queijos brancos aproxima-se mais do que com só queijo para pizza.
É preciso pôr uvas-passas?
Se quiser aproximar-se do estilo caseiro doce-salgado do Chipre, é interessante pôr uma pequena quantidade. Se quiser que se destaque o salgado como pão de refeição, tire-as. Se as tirar, baixar também o açúcar da massa de 18 g para 12 g evita que fique doce.
Até onde se pode preparar no dia anterior?
O recheio mistura-se no dia anterior e guarda-se na geladeira. Com a massa, mais do que levá-la até a primeira fermentação, é mais estável em aroma deixar os ingredientes pesados e sovar no mesmo dia. Se precisar fazer a massa no dia anterior, depois de sovar leve-a logo à geladeira e, no dia seguinte, deixe-a 60 minutos em temperatura ambiente antes de dividir.
Qual a diferença entre a flaouna e o khachapuri?
Os dois são pratos de massa fermentada com queijo, mas com objetivo diferente. O khachapuri é o pão de queijo nacional da Geórgia e tem formas conforme a região. A flaouna se vincula à Páscoa cipriota e destaca-se por uma combinação de aromas como gergelim, mahlepi, mastiha, hortelã e uvas-passas.
Fontes
- Cyprus Food Museum. "Flaouna." https://www.cyprusfoodmuseum.com/en/sylloges/trofima/flaouna (consultado em 2026)
- Cyprus Food Museum. "Flaounes recipe." https://www.cyprusfoodmuseum.com/en/sylloges/paradosiakes-syntages/flaounes (consultado em 2026)
- Wikipedia. "Flaouna." https://en.wikipedia.org/wiki/Flaouna (consultado em 2026)
- My Cyprus Travel. "Flaounes: Cyprus' Easter cheese bread." https://mycyprustravel.com/flaounes-cyprus-easter-cheese-bread/ (consultado em 2026)
- USDA Food Safety and Inspection Service. "Safe Minimum Internal Temperature Chart." https://www.fsis.usda.gov/food-safety/safe-food-handling-and-preparation/food-safety-basics/safe-temperature-chart (consultado em 2026)












